segunda-feira, 14 de maio de 2012

Beijar e coçar é só começar


Debby era uma adolescente de 16 anos e nunca tinha beijado na boca, era muito tímida e não conseguia se expor para os carinhas que a atraiam.

Cansada de se sentir insignificante, resolveu mudar o visual, fez um belo corte de cabelo, começou a se vestir com roupas mais modernas e passou a freqüentar todas as festinhas das quais era convidada. Numa dessas festinhas Debby conheceu Téo, ele ficou encantado por ela e ela por sua vez não ficou muito interessada, porque estava de olho num outro mocinho, mas este não estava interessado nela, então decidiu que iria alimentar as investidas de Téo pra ver se chamava a atenção do outro.

Depois de quase um mês enrolando, Debby desistira de tentar chamar a atenção do outro e acabou cedendo ao assédio de Téo, pois não poderia esperar mais tempo para beijar na boca. O dia que decidiu beijar Téo, Debby ficou muito nervosa, teve fortes dores abdominais porque não conseguia imaginar como seria o beijo. Ela foi ao encontro dele numa praça perto de sua casa e foi lá que aconteceu. A principio, achou esquisito, mas achou que poderia ser falta de prática.

A partir daquele dia, Téo passou esperar com ela o ônibus que a levava para escola e enquanto esperavam pelo ônibus ficavam praticando.

Algumas semanas se passaram e Debby começou a sentir coceiras na cabeça e passaram a ficar constante e incessante, ela se preocupou e pediu para que sua mãe verificasse sua cabeça, sua mãe por sua vez falou: “Debby sua cabeça está repleta de lêndeas, temos que tratar isso”. Debby se desesperou, parecia que uma praga tinha brotado em sua cabeça, sua mãe passava remédio e as lêndeas não morriam, parecia que tinham se tornado resistente ao remédio.
 
Todo o dia Debby passava o remédio antes de ir para escola e todos os dias Téo ia encontrá-la no ponto de ônibus, mas ela começou a ficar preocupada, pois poderia passar seus piolhos para ele e Téo mal a via e já começava beijá-la e no torcer das cabeças os cabelos dela se entrelaçavam com os dele e Debby só conseguia pensar que estava contaminando Téo com sua praga e não conseguia curtir o beijo.
 
Mais uma semana se passou e ela percebeu que Téo também estava coçando a cabeça, aí ela pensou: “Agora já era...”.

Debby ficou tão desgostosa porque não conseguia acabar com os piolhos, que já não pensava mais em beijar e decidiu terminar com Téo, ela tinha que resolver esse dilema, não se conformava com a peste que lhe afligia.

Um mês se passou e finalmente Debby conseguira se livrar dos piolhos, porém seu irmão ficou sabendo da estória das lêndeas e cantava para ela uma música da cantora Rosana. “Como uma lêndea você me mantém” e ela se enfurecia porque tinha muita vergonha do que tinha lhe acontecido.

Por sorte Téo nunca soube do infortúnio de Debby, nem tão pouco que ela havia compartilhado sua criação de lêndeas com ele.