sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

No topo da Ilha...

Fabiane e Fabiana eram amigas inseparáveis, todo e qualquer evento estavam elas no buchicho, sempre que podiam iam para a praia, pois os pais de Fabiane tinham um apartamento em Santos, então para elas era a maior festa principalmente se os pais de Fabiane não estivessem presentes.
No carnaval de 1991, os pais de Fabiane decidiram não ir para Santos naquele ano, preferiram ir para o interior, Fabiane insistiu para que seus pais a deixassem ir com suas amigas para praia, até que acabaram deixando.
Fabiane e Fabiana mais do que depressa agilizaram sua ida para a praia, não podiam conter a empolgação de quatro dias de pura ferveção e folia.
Há anos atrás, o baile de carnaval mais bacana que acontecia na região, era na Ilha Porchat, mas as meninas mal tinham saído das fraldas e muito menos podiam pagar para entrar numa festa para a alta society e só passavam por ali porque era passagem para subir o morro da Ilha, pois lá no topo havia algumas chopperias que certamente fariam bailes de carnaval mais acessíveis.
Certo dia, Fabiane e Fabiana estavam subindo a pé o morro da Ilha Porchat, na esperança de surgir alguma carona até lá em cima, até que parou uma caminhonete com alguns árabes, que na verdade eram libaneses e ofereceram carona para elas. Um deles de nome Samir era muito apessoado e logo se engraçou com Fabiana.
Chegando à chopperia, Samir já grudou em Fabiana e os dois começaram a se beijar, enquanto que Fabiane estava com seu radar bem ligado a procura de um caso de carnaval, o que, aliás, nem precisou, pois ela logo atraiu a atenção de um ilustre visitante, era um ator da Globo que estava estreando sua primeira novela em horário nobre e apesar de não ser tão conhecido, como a novela estava no auge, o mulheril que estava no bar queria pegar um autógrafo, inclusive Fabiana, porém Samir começou a ficar enciumado, demonstrando seu lado árabe de machão e não deixou que Fabiana se aproximasse muito.
Como Fabiane não dormia no ponto, marcou território ao lado do ator global, que correspondia suas investidas até que acabaram ficando juntos.
A noitada foi tão boa que cada casal foi pra um lado e as meninas só se encontraram na manhã seguinte no apartamento. Fabiane chegou com o ator global e Fabiana foi deixada por Samir na porta do apartamento.
O ator entrou no apartamento e dormiu lá com Fabiane e até hoje não ficou bem claro se rolou sexo entre eles, já Fabiana jurava que não tinha acontecido nada demais entre ela e Samir, somente beijinhos e carícias, já que ela ainda era virgem, no entanto Fabiane observou que Fabiana estava com a calcinha no avesso e aí ficou difícil de convencer que não havia rolado sexo...
Como na época não havia celular, Fabiane nem deve ter pego o número do ator global, mesmo porque ele morava no Rio e na verdade era mesmo pra ser somente um casinho de carnaval, já Fabiana trocou telefone com Samir e até saiu com ele algumas vezes, mas ele não se tornara seu macaco prego, também foi apenas mais uma aventura de carnaval pra ser contada para as amigas neste Blog...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Caso de praia não sobe a serra


(essa estória foi escrita por uma amiga voluntária...rs)


Francine e duas amigas estavam doidas para arranjar um passeio de carnaval...por sorte, alguns dias antes haviam conhecido um cara que tinha alugado um chalé no litoral norte e fizeram a maior festa quando foram convidadas para tal passeio e lá foram elas, o novo amigo – Caio – e mais um casal, que estava comemorando um mês de namoro naquele feriado.

As três estavam na maior vontade de encontrar aquele casinho de carnaval e aproveitar para beijar muito, mas nem dava para contar com a possibilidade de ficar com Caio, pois o cara tinha somente alguns atributos de Macaco Prego, bem de vida, inteligente... mas a outra parte...

Com o passar dos dias o negócio estava ficando tão “feio” que as meninas não conseguiam enxergar nenhuma possibilidade de encontrar aquele príncipe. Até criaram um mantra para atrair as energias do sexo...Ajoelharam em frente à igreja para fazer pedidos a Santo Antonio e mesmo assim, nada rolava.

Naquela altura do campeonato Caio começou a ser notado pelas amigas. O cara gostava de velejar, era engraçadíssimo e melhor, tinha bom gosto, levou todos para passar a tarde num lugar paradisíaco e isso começou a deixá-lo atraente aos olhos de Francine que não hesitou em jogar seu charme pra cima dele.

Numa noite, Francine e Caio começaram a conversar na sacada e foi então que o beijo, tão esperado no Carnaval, aconteceu...o cara beijava bem e era bom de pegada. Francine não podia esperar um momento a sós com suas amigas para contar que ficou pirada naqueles beijos e rolava o maior fogacho quando os dois ficavam juntos. Foi então que todas comemoraram... Pelo menos alguém estava saindo da secura no feriado.

O feriado foi bem bacana, todos se divertiram muito, o mantra deu certo para Francine e suas amigas não pegaram nada no Carnaval, mas uma semana depois as duas se deram bem com dois gatinhos bem nascidos, o que prova que o mantra estava funcionando....

Depois que voltaram do Carnaval, Francine e Caio saíram algumas vezes juntos, mas ela acabou percebendo que não dava para continuar, pois caso de praia não sobe a serra e Francine continuou na sua saga à Procura do Macaco Prego!!!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Se beber, cuidado com a tequila...


No carnaval de 2001, Bárbara e sua família foram para Caldas Novas em Goiás, foi o primeiro carnaval que ela passava fora de São Paulo e foi a primeira vez que ela vira um carnaval de rua. Para quem não conhece Caldas novas, existe uma avenida grande com hotéis e um clube de águas térmicas onde a bagunça rola solta e as ruas paralelas ficam na escuridão. Bárbara nunca tinha visto tanta gente maluca em sua vida, como ela tinha ido de excursão, fez amizade com outras meninas que tinham mais ou menos a idade dela.

As garotas eram lindas e já na primeira noite que saíram juntas, Bárbara se sentiu inferiorizada porque todas elas beijaram homens lindos e ficaram a noite toda se agarrando.

Na segunda noite foram ao clube e Bárbara estava se sentindo o patinho feio, sentia-se constrangida porque tinha a sensação que somente os feios a procuravam. Foi ai que chegando a terceira noite, uma das meninas sugeriu que Bárbara tomasse duas doses seguidas de tequila porque assim ela se sentiria mais bonita e mais atraente. Então ela se preparou, tomou banhou, passou um óleo mega cheiroso, colocou uma roupa em que se sentia agradável e saiu para o abate de carnaval.

No bar do hotel pediram oito doses de tequila e cada uma virou duas doses e em questão de segundos Bárbara começou a ver luzinhas no fim do túnel e se sentiu poderosa. Se sentindo autoconfiante, Bárbara decidiu tomar mais uma caipirinha para completar o ciclo da bebedeira. Saiu do hotel completamente “balão” e conforme ela ia andando pela avenida, as pontas dos pés estavam leves como se ela estivesse flutuando, fazia cara de Angelina Jolie e foi aí que no meio de suas andanças, já completamente zonza, Bárbara avistou o Brad Pitt encostado numa árvore ao lado da entrada do clube, foi como ouvir música na cabeça. Bárbara continuou andando em direção ao seu Deus grego e percebeu que uma das garotas do grupo a chamou, mas o cara estava com o olhar fixo em Bárbara e ela estava doida para se enroscar com o falso Brad Pitt.

Ela estava tão louca que resolveu fingir que era de algum país do leste europeu e que por isso falava um mal inglês e que tão pouco entendia português. Então Bárbara foi até o cara, sem perguntar o nome dele e o agarrou; ficaram a noite toda juntos se beijando e dançando,

Houve um determinado momento em que Bárbara e o cara saíram do clube e foram para uma rua escura e começaram a se agarrar no maior rala e rola quando de repente ouviram um zum zum zum, ela avistou quatro lanternas apontadas em direção a eles, eram os guardinhas da rua e uma multidão assistindo de camarote Bárbara em posições comprometedoras no meio da calçada. Bárbara ficou sem fala, afinal ela não falava português. Ela se levantou com a cabeça abaixada e saiu correndo tentando se esconder já xingando em português. O rapaz por sua vez se levantou com as calças arriadas, sem chance de se recompor e caiu de volta no chão.

No outro dia no hotel durante o café da manhã, todos olhavam para Bárbara como se ela tivesse cometido um crime hediondo e quando ela menos esperava logo depois do café ela avistou um cara parado na recepção olhando para ela e foi aí que uma das meninas disse “foi aquele desdentado que você estuprou ontem”. O cara era horroroso e tinha um dente quebrado tipo “Nerso da Capitinga”, ela queria abrir um buraco e se enfiar dentro.

Bárbara sentiu tanta vergonha que passou o último dia da viagem trancada no quarto do hotel e só saiu pra pegar o ônibus de volta pra São Paulo, ainda assim com muita vergonha. Bárbara passou a viagem se sentindo aliviada por nenhum de seus amigos terem presenciado esse episódio de sua vida, só o que ela queria era apagar o carnaval de 2001 de sua memória.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Erro de Percurso


Sabe aquelas pessoas que passam pela vida da gente e depois nos esforçamos para entender porque passaram, porque não acrescentaram absolutamente nada? A vida da gente as vezes nos prega essas peças e para nos livrar desses encostos dá um certo trabalho...

Nívea tinha uma amiga que estava namorando um cara e esse por sua vez queria apresentar um amigo dele para ela, assim os quatro poderiam sair juntos, então eles marcaram e ele apresentou seu amigo Luigi para Nívea.

Nívea andava meia sem opção no momento e decidiu sair com o cara algumas vezes pra ver o que ia dar. Como na maioria das vezes eles acabavam saindo com o outro casal, quando Nívea percebeu já estava “namorandinho” com Luigi.

Luigi fazia o estilo “chiclete”, ligava diversas vezes por dia repetindo o mesmo papo melado; diabético nenhum suportaria e Nívea se mostrava apática em relação aos mimos dele.

Todas as vezes que eles saíam com os amigos dela, quando chegava a hora de pagar a conta ele dizia que a mãe dele não tinha colocado dinheiro na carteira dele e todos se entreolhavam achando aquilo um disparate e Nívea olhava para os lados tentando disfarçar o seu constrangimento com a situação.

Fazia um mês que eles estavam namorando e Luigi deu uma aliança de compromisso para Nívea, ela olhou para ele com cara de espanto achando prematuro, mas não disse nada e acabou aceitando para não ser indelicada.

Logo depois foram para a praia com os amigos, era uma praia de tombo e Nívea estava na beirada conversando com uma amiga quando de repente veio uma forte onda e as derrubou, quando Nívea levantou da areia percebeu que a aliança não estava mais em seu dedo. Luigi ficou devastado e Nívea disfarçou o seu contentamento....

Nívea sentia-se sufocada por Luigi, ele não confiava nela, ligava várias vezes para saber onde ela estava, tentava sondar a família dela pra saber se ela tinha falado que ia para algum lugar e ido para outro, esse comportamento de Luigi estava incomodando Nívea ao extremo.

A gota d’agua aconteceu quando Nívea foi passar o Reveillon na praia com uma amiga e ele estava na casa de parentes no interior de São Paulo e não conseguia fazer contato com ela. Quando ela voltou de viagem Luigi atormentou Nívea com acusações de que ela estaria na farra e ela terminou o namoro por telefone mesmo, já não agüentava mais tanta desconfiança pra tão pouco tempo de namoro. Luigi ficou inconformado com o rompimento e insistiu algumas vezes para reatar o namoro com Nívea, mas Nívea foi determinada e encerrou de vez essa relação sem futuro.

Quase todo mundo já teve um erro de percurso e Luigi certamente foi o de Nívea, à vezes é melhor estar sozinha do que estar ao lado de um falso macaco prego.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Irresistíveis olhos verdes


Após o término de um longo namoro, Alessandra passou meses a fio sem beijar na boca e já estava ficando preocupada.

Como estava solteira e suas amigas estavam saindo para uma viagem de Reveillon em Florianópolis, ela mais do que depressa se candidatou para ir nessa jornada.

Estavam Alessandra e suas amigas curtindo uma praia quando decidiram ir até o quiosque beliscar alguma coisa para comer. A galera era bonita e mais ainda um rapaz de olhos verdes que não os tirava de Alessandra.

Minutos depois o rapaz, de nome Luciano, estava sentado à mesa com Alessandra e suas amigas e passou a pagar cerveja para elas.

Depois de muitas cervejas, forró e outros ritmos, Alessandra se viu na mesa sozinha com o cara e acabaram se beijando. Beijou tanto que quando parou de beijar percebeu que seu celular havia sumido da mesa.

No auge da bebedeira todos decidiram ir para um forró, mas Alessandra estava preocupada com o celular que havia perdido e pediu para que Luciano a acompanhasse até a delegacia para fazer uma ocorrência. Luciano acompanhou Alessandra até a delegacia e depois foram encontrar com as amigas dela no forró.

O clima entre eles estava tão quente que ele combinou de encontrá-la dias depois em Camboriú.

Já em Camboriú, se encontraram num bar e ele se sentiu a vontade para se abrir com Alessandra, contara a ela que era viciado em cocaína e que estava fazendo tratamento psiquiátrico, mas que já estava em recuperação. Alessandra ouvira tudo em silêncio, se segurando para não demonstrar espanto, porque para uma pessoa que está em recuperação, dias atrás estava bem animadinha sob o efeito de álcool.

No final da noite, Luciano queria que Alessandra passasse a noite com ele e apesar de estar tendenciosa a ir, ela ficou receosa, “e se ele for um psicopata?” deu uma desculpa e acabou não indo.

No dia seguinte se despediram e Luciano pegou o ônibus de volta para Florianópolis. Horas mais tarde a mãe dele, que Alessandra nunca tinha visto, ligara para ela querendo saber o paradeiro do filho e Alessandra disse que ele tinha embarcado no ônibus das 09h00 horas e se admirou por ele ainda não ter chegado lá, afinal a distância não era tão grande de uma cidade até outra.

Já no final da tarde a mãe de Luciano continuara ligando para Alessandra a fim de saber sobre o filho e ela já estava ficando preocupada, pois ele não havia mais entrado em contato.

Uma semana depois, Alessandra recebeu um e-mail de Luciano e ela aproveitou para perguntar o que tinha acontecido naquele dia. Segundo seu relato, ele chegou a Florianópolis somente no dia seguinte que embarcou em Camboriú, pois resolveu parar na casa de amigos para continuar comemorando o ano novo.

Alessandra percebeu que o cara se tratava de uma roubada e se sentiu aliviada por morarem em estados diferentes, porque a distância dificultaria o contato com ele, ela sabia que se estivessem perto possivelmente não conseguiria resistir aos olhos verdes do maluco.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O espectador


Clarice estava navegando na internet e conheceu um cara que morava uns 300 km da cidade dela, trocaram MSN e iniciaram uma amizade. Depois de quase um mês de contato virtual, o moço estava tão interessado em Clarice que resolveu viajar os 300 km para conhecê-la.

Todo encontro “às escuras” é um pouco constrangedor e esse não era diferente, Clarice ainda não se sentia confortável com situação, então pediu para um amigo aparecer de propósito no bar durante o encontro, caso ela precisasse ser resgatada de uma situação embaraçosa.

Chegando ao bar Clarice conheceu o rapaz e ele lhe pareceu muito receptivo e aí o papo deslanchou sem maiores constrangimentos.  Papo vai, papo vem quando se menos esperava chega o amigo de Clarice para averiguar a situação.

Ele se aproxima de Clarice e diz: “não acredito que você está aqui” e ela responde: “João, quanto tempo! Que saudades! Como você está?” e os dois encenam uma cena de dois amigos que não se viam por um longo tempo e na emoção do reencontro de um amigo tão querido, Clarice convida João para se sentar à mesa com ela e o cara da internet.
Diante de uma saia justa, o cara foi obrigado a compactuar da decisão de Clarice.

João e Clarice começaram um papo relembrando os velhos tempos, contando estórias da época da carochinha, mencionando amigos em comum entre eles, enquanto o cara permanecia sentado completamente deslocado ouvindo as estórias sem a menor chance de participação na conversa.

No final da noite, mesmo percebido a roubada em que tinha se metido o cara ainda se viu obrigado a pagar a conta do bar, não houve muito que fazer, pois o garçom entregara a conta para ele enquanto Clarice e João continuaram no papo que os entreteve a noite toda.

O cara achou que seria o protagonista da noite, mas acabou virando um mero espectador da estória e viajou 300 km de volta para sua cidade e nunca mais entrou em contato com Clarice.