Após
o término de um longo namoro, Alessandra passou meses a fio sem beijar na boca
e já estava ficando preocupada.
Como
estava solteira e suas amigas estavam saindo para uma viagem de Reveillon em
Florianópolis, ela mais do que depressa se candidatou para ir nessa jornada.
Estavam
Alessandra e suas amigas curtindo uma praia quando decidiram ir até o quiosque
beliscar alguma coisa para comer. A galera era bonita e mais ainda um rapaz de
olhos verdes que não os tirava de Alessandra.
Minutos
depois o rapaz, de nome Luciano, estava sentado à mesa com Alessandra e suas amigas e passou a
pagar cerveja para elas.
Depois
de muitas cervejas, forró e outros ritmos, Alessandra se viu na mesa sozinha
com o cara e acabaram se beijando. Beijou tanto que quando parou de beijar
percebeu que seu celular havia sumido da mesa.
No
auge da bebedeira todos decidiram ir para um forró, mas Alessandra estava
preocupada com o celular que havia perdido e pediu para que Luciano a
acompanhasse até a delegacia para fazer uma ocorrência. Luciano acompanhou
Alessandra até a delegacia e depois foram encontrar com as amigas dela no
forró.
O
clima entre eles estava tão quente que ele combinou de encontrá-la dias
depois em Camboriú.
Já
em Camboriú, se encontraram num bar e ele se sentiu a vontade para se abrir com
Alessandra, contara a ela que era viciado em cocaína e que estava fazendo
tratamento psiquiátrico, mas que já estava em recuperação. Alessandra
ouvira tudo em silêncio, se segurando para não demonstrar espanto, porque para
uma pessoa que está em recuperação, dias atrás estava bem animadinha sob o
efeito de álcool.
No
final da noite, Luciano queria que Alessandra passasse a noite com ele e apesar
de estar tendenciosa a ir, ela ficou receosa, “e se ele for um psicopata?” deu
uma desculpa e acabou não indo.
No
dia seguinte se despediram e Luciano pegou o ônibus de volta para Florianópolis.
Horas mais tarde a mãe dele, que Alessandra nunca tinha visto, ligara para
ela querendo saber o paradeiro do filho e Alessandra disse que ele tinha
embarcado no ônibus das 09h00 horas e se admirou por ele ainda não ter chegado
lá, afinal a distância não era tão grande de uma cidade até outra.
Já
no final da tarde a mãe de Luciano continuara ligando para Alessandra a fim de
saber sobre o filho e ela já estava ficando preocupada, pois ele não havia mais
entrado em contato.
Uma semana depois, Alessandra recebeu um e-mail de Luciano e ela aproveitou para
perguntar o que tinha acontecido naquele dia. Segundo seu relato, ele chegou a
Florianópolis somente no dia seguinte que embarcou em Camboriú, pois resolveu
parar na casa de amigos para continuar comemorando o ano novo.
Alessandra
percebeu que o cara se tratava de uma roubada e se sentiu aliviada por morarem
em estados diferentes, porque a distância dificultaria o contato com ele, ela
sabia que se estivessem perto possivelmente não conseguiria resistir aos olhos
verdes do maluco.
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