A simpatia sempre foi uma virtude de Márcia, que sempre foi uma pessoa agradável e fácil de se relacionar. Suas amigas sempre a convidavam para viajar com suas turmas.
Um dia uma amiga de Márcia a convidou para viajar com o pessoal do trabalho dela, eles iriam para Caconde, uma cidadezinha no interior de São Paulo cujo turismo é rico por suas cachoeiras.
O pessoal marcou de se encontrar na porta da empresa e lá decidiriam quem iria com quem e Márcia acabou indo com um rapaz que estava sozinho numa saveiro, assim ela dividiria as despesas da viagem com ele.
Tudo correu bem na viagem, os dias foram bem aproveitados e chegou o dia da volta para casa. Como Márcia tinha ido com o rapaz, ela voltou com ele também, mas não podia imaginar o que a esperava na porta da empresa. A mulher do cara que ela pegou carona estava lá à espera do marido e quando viu Márcia chegando com ele dentro do carro, a mulher ficou histérica e começou a xingá-la de vagabunda pra baixo, acreditando que Márcia estava tendo um caso com o marido dela.
Márcia, sem entender nada, permaneceu dentro do carro, pois a mulher estava disposta a partir para a briga. O cara por sua vez tentava explicar para a mulher que não era nada do que ela estava pensando, mas não adiantava, a mulher estava totalmente fora de si.
Quinze minutos se passaram e finalmente o cara conseguiu acalmar a mulher e os dois se afastaram um pouco do carro para conversar e foi quando Márcia conseguiu sair. O pessoal que tinha ido junto na viagem veio até a Márcia para saber se ela estava bem e ela estava em choque, nunca imaginou que um dia pudesse estar envolvida numa cena dessas.
Depois disso houve outras viagens para Caconde, mas o cara-de-pau que enganara a mulher para viajar sozinho nunca mais foi convidado pela turma.
Como Márcia continuou viajando com pessoal da empresa, eles brincavam com ela chamando-a de “destruidora de lares”, “escondam os maridos”, Márcia dava risada, mas não queria passar por uma situação tão constrangedora como aquela nunca mais. Continuou sonhando com a possível chegada de um macaco-prego solteiro.
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