Um dia Daniele estava num bar com uma
amiga chamada Mariana e conheceram dois austríacos que estavam viajando de backpacking e elas os acharam
gatíssimos, mas Daniele teve a impressão que por eles serem estrangeiros eles
beijariam mal. Sua amiga Mariana já estava de quatro por um dos caras e os
convenceu a esticar a noite numa balada tecno.
Enquanto Mariana já estava se
agarrando com um dos austríacos, Daniele ficou tentando arrumar assunto com o
outro, quando não sabia mais o que falar perguntou se ele tinha namorada no
país dele e ele disse que não e sem ela menos esperar ele a beijou.
Daniele se surpreendeu totalmente com
o beijo, o cara mandava muito bem, ela não conseguia mais parar de beijá-lo.
Umas 2 horas da manhã Mariana foi até Daniele e avisou que estava indo embora
com o cara para a casa dela.
Como já era tarde e Daniele teria que
trabalhar no dia seguinte, decidiu ir embora também, então levou seu austríaco para
o albergue em que estava hospedado. Quando chegaram lá ele disse a ela que queria
encontrá-la novamente e eles marcaram de se ver no dia seguinte.
Então os quatro se encontraram no dia
seguinte e foram para um bar com música brasileira. Sua amiga Mariana levou
novamente seu austríaco para casa, mas Daniele não morava sozinha não poderia
levar o seu e ele por sua vez estava hospedado num albergue, dividindo quarto,
então ele disse a Daniele que iria sair do albergue e ir para um hotelzinho
para que os dois pudessem ficar mais a vontade.
No dia seguinte, Daniele mal podia
conter sua empolgação para o encontro com o austríaco. Mais tarde quando se
encontraram, o austríaco disse a ela que estava com vergonha de levá-la no
hotel que tinha encontrado dentro das possibilidades dele, Daniele respondeu que
não se importava e que o importante era eles estarem juntos.
Quando chegaram ao hotel, Daniele
ficou assustadíssima com o que vira. O lugar mais parecia hotel de quinta, que
cafetão arrendava para as putas atenderem seus clientes. O rapaz da recepção
era mal encarado, janelas com os vidros quebrados, descarga de cordinha no
banheiro, que ela sentiu nojo ao puxá-la, parecia mesmo um pardieiro.
O austríaco estava muito
envergonhado, sabia que não deveria ter levado Daniele para aquele muquifo, mas
ela disse que não tinha problema e os dois se renderam ao que realmente
interessava e transaram lá mesmo. A princípio antes de chegar ao hotel, Daniele
achou que dormiria por lá, mas diante do que vira, achou que não conseguiria passar
a noite toda lá e perguntou se ele se importava que ela fosse embora. Ele muito compreensivo disse que não a
obrigaria tal sacrifício, mas com a condição de que se vissem novamente no dia
seguinte.
Como era domingo, Daniele passou dia
com ele, com Mariana e o outro austríaco. Foram ao parque, almoçaram, tomaram
sorvete juntos, até que chegou o momento de se despedirem e eles seguiriam
viagem.
Daniele deixou o austríaco no hotel,
os dois transaram mais uma vez como despedida e mesmo sabendo que estava num ambiente
em que nenhum ser humano merecia estar, Daniele se sentiu no paraíso e nunca se
esqueceu dos momentos que passou com ele naquele lugar tão pitoresco, guardou
para sempre as lembranças de seu doce austríaco e seu muquifo do amor.
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