Clarice estava navegando na internet
e conheceu um cara que morava uns 300 km da cidade dela, trocaram MSN e iniciaram
uma amizade. Depois de quase um mês de contato virtual, o moço estava tão
interessado em Clarice que resolveu viajar os 300 km para conhecê-la.
Todo encontro “às escuras” é um pouco
constrangedor e esse não era diferente, Clarice ainda não se sentia confortável
com situação, então pediu para um amigo aparecer de propósito no bar durante o
encontro, caso ela precisasse ser resgatada de uma situação embaraçosa.
Chegando ao bar Clarice conheceu o
rapaz e ele lhe pareceu muito receptivo e aí o papo deslanchou sem maiores
constrangimentos. Papo vai, papo vem
quando se menos esperava chega o amigo de Clarice para averiguar a situação.
Ele se aproxima de Clarice e diz:
“não acredito que você está aqui” e ela responde: “João, quanto tempo! Que
saudades! Como você está?” e os dois encenam uma cena de dois amigos que não se
viam por um longo tempo e na emoção do reencontro de um amigo tão querido, Clarice
convida João para se sentar à mesa com ela e o cara da internet.
Diante de uma saia justa, o cara foi
obrigado a compactuar da decisão de Clarice.
João e Clarice começaram um papo
relembrando os velhos tempos, contando estórias da época da carochinha,
mencionando amigos em comum entre eles, enquanto o cara permanecia sentado
completamente deslocado ouvindo as estórias sem a menor chance de participação na
conversa.
No final da noite, mesmo percebido a
roubada em que tinha se metido o cara ainda se viu obrigado a pagar a conta do
bar, não houve muito que fazer, pois o garçom entregara a conta para ele
enquanto Clarice e João continuaram no papo que os entreteve a noite toda.
O cara achou que seria o protagonista
da noite, mas acabou virando um mero espectador da estória e viajou 300 km de volta para sua
cidade e nunca mais entrou em contato com Clarice.
Muito legal, Fá. Adoro suas estórias...
ResponderExcluirValeu amiga... beijos
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